O senador Jayme Campos (União Brasil) descartou qualquer possibilidade de aposentadoria da vida pública após ter o seu projeto de candidatura ao Palácio Paiaguás rejeitado na convenção de seu partido. Ontem (13), o parlamentar anunciou que redirecionará todo o seu capital político e experiência para atuar como um dos principais articuladores de campo na campanha de Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado e da deputada estadual Janaina Riva (MDB) ao Senado Federal.
A decisão de Jayme de subir no palanque oposicionista consolida de vez a fratura interna no União Brasil, provocada após a maioria dos convencionais sepultar os planos de candidatura própria da sigla para se alinhar ao projeto de reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos).
O senador disparou duras críticas ao desfecho do encontro partidário, classificando o processo de escolha interna como “draconiano”, “desigual” e fortemente influenciado pelo poder econômico local.
Buscando o espaço e o protagonismo que lhe foram negados em sua própria legenda, Jayme Campos destacou que terá uma atuação fortemente itinerante e operacional ao longo de todo o período eleitoral. “Vou gastar sola de sapato percorrendo as comunidades e os municípios do interior de Mato Grosso para angariar votos aos aliados, servindo como um suporte de peso para a chapa”.
DE VOLTA PARA CASA? – Apesar do forte engajamento projetado para o pleito deste ano, e de ter descartado aposentadoria – já que a partir de 2027 estará sem cargo público eletivo – o cacique demonstrou ceticismo ao ser questionado sobre os bastidores que já ventilam seu nome para disputar a Prefeitura de Várzea Grande nas eleições de 2028.
Citando o fator da idade e a distância temporal do próximo pleito municipal, Jayme rechaçou a tese de que planeja retornar ao comando do Executivo de seu principal reduto eleitoral, pontuando que sua pretensão atual para o futuro. “Minha pretensão, nesse momento, é zero”.



