Os produtores de algodão de Mato Grosso deram início à colheita da safra com perspectivas favoráveis de produtividade.
Segundo boletim da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), as lavouras do estado apresentam, de modo geral, bom desenvolvimento e boas condições fitossanitárias. O avanço gradual das colhedoras ocorreu entre os dias 21 e 27 de junho, período em que as usinas de beneficiamento também concluíram os preparativos, e algumas unidades já iniciaram a separação da pluma e do caroço.
A colheita começou em diversas regiões do estado paralelamente à realização dos últimos tratos culturais, como a aplicação de desfolhantes e maturadores, que preparam o algodão para a operação das máquinas. No entanto, o ritmo dos trabalhos precisou ser ajustado em razão das condições climáticas. A chegada das chuvas e a queda das temperaturas em grande parte de Mato Grosso desaceleraram o avanço da colheita.
De acordo com o relatório da Ampa, as precipitações registradas na última semana provocaram atrasos pontuais no cronograma e aumentaram a preocupação com possíveis perdas na qualidade da fibra já exposta. Em propriedades onde o ciclo da cultura estava mais avançado, o tempo instável causou prejuízos localizados. Apesar desses contratempos, o potencial produtivo da safra mato-grossense permanece preservado, mantendo expectativas positivas para o restante da colheita.
Na reta final do ciclo, o controle de pragas continua sendo a principal prioridade das equipes técnicas. O boletim destaca que o bicudo-do-algodoeiro segue como o maior desafio no momento, exigindo monitoramento diário. Os produtores também mantêm vigilância constante sobre focos de mosca-branca, lagartas e ácaros em algumas regiões, com o objetivo de evitar danos às áreas que ainda aguardam a entrada das colhedoras.
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