O decreto 2.156/2026 trouxe novas regras da logística reversa em Mato Grosso e foi bem-recebido pelo setor. A regulamentação estabelece diretrizes para a implementação, operacionalização e monitoramento dos sistemas de logística reversa, abrangendo produtos como pneus, pilhas, baterias, eletroeletrônicos, lâmpadas, medicamentos, óleos lubrificantes, embalagens de agrotóxicos e embalagens em geral.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Reciclagem de Resíduos Industriais, Domésticos e de Pneus do Estado de Mato Grosso (Sindirecicle-MT), Rafael Real, ressaltou que a nova regulamentação valoriza toda a cadeia da reciclagem e cria condições para ampliar os investimentos no setor.
“Não adianta apenas ter a vontade de ver os resíduos retornando à cadeia produtiva. É preciso que isso seja economicamente viável. O decreto caminha positivamente nessa direção, incentivando investimentos e fortalecendo a cadeia da reciclagem”, destacou.
Conforme o coordenador de Serviços e Gestão de Resíduos Sólidos da Sema-MT, Ricardo Carneiro, destacou que o decreto vai além das obrigações ambientais e abre espaço para o fortalecimento da economia circular e da indústria da reciclagem no estado.
“Esse foi um primeiro passo muito bem elaborado porque não foi unilateral. Tivemos a participação da Fiemt e de diversos setores. Além disso, estamos falando de uma oportunidade de negócio para Mato Grosso, uma possibilidade de fortalecer o setor industrial voltado para a reciclagem”, afirmou.
De acordo com Carneiro, um dos principais objetivos da regulamentação é ampliar o conhecimento sobre os fluxos de materiais e resíduos no estado, permitindo que governo e setor produtivo tenham informações mais precisas para orientar investimentos e políticas públicas.
“A partir do momento em que conseguimos mensurar os materiais que entram e retornam ao ciclo produtivo, passamos a ter respostas mais concretas para o Estado e para toda a cadeia
NOVAS EXIGÊNCIAS – O Decreto nº 2.156/2026 estabelece metas quantitativas e geográficas para diferentes cadeias produtivas e exige a apresentação de Planos de Logística Reversa e Relatórios Anuais de Resultados junto à Sema-MT.
A regulamentação também fortalece mecanismos de rastreabilidade, monitoramento e comprovação da destinação ambientalmente adequada dos resíduos, além de incentivar a participação de cooperativas, associações de catadores e demais atores da cadeia da reciclagem.
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