Os impactos do chamado ‘Custo Brasil’ e ‘Custo Mato Grosso’ e outros temas estratégicos para a indústria foram pautas de uma reunião ontem (4), entre o presidente do Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, e o conselheiro executivo do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Rogério Caiuby.
Em abril de 2025, o MMTC, que é presidido por Silvio Rangel, revelou o estudo “Custo Mato Grosso”, inspirado na metodologia do Custo Brasil, que busca mensurar os custos adicionais enfrentados pelas empresas no estado em comparação com outras regiões do país. O estudo mostrou um custo adicional para produzir em MT de R$ 38,5 bilhões por ano, equivalente a 14,3% do PIB estadual.
Durante o encontro, foi apresentada a terceira medição do Custo Brasil, estudo em fase final de elaboração e com divulgação prevista para o primeiro semestre de 2026. Caiuby destacou a importância da participação das federações na construção de soluções estruturantes para o país.
O conselheiro também ressaltou a contribuição da equipe técnica da Fiemt na elaboração do levantamento e a relevância do engajamento do setor na defesa dessa agenda. “Esse movimento de redução do Custo Brasil só vai acontecer se a gente conseguir ter esse nível de participação e colaboração de todas as federações. A Federação das Indústrias de Mato Grosso, para nós, é um exemplo, e essa reunião reforça essa parceria”, afirmou.
A reunião também abordou outros temas estratégicos para o setor industrial, além da possibilidade de maior aproximação e integração institucional da Fiemt à agenda de frentes parlamentares ligadas à indústria e fortalecer o diálogo institucional.
“O Brasil precisa avançar em planejamento e previsibilidade para melhorar o ambiente de negócios. Iniciativas como essa são fundamentais para levar uma agenda estruturada aos tomadores de decisão e garantir que as pautas da indústria estejam no centro do debate”, afirmou Rangel.
O MBC atua como um think tank independente na formulação de propostas para o aumento da competitividade nacional e é responsável pela base técnica que subsidia a atuação da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC). Entre as iniciativas em andamento estão a atualização da medição do Custo Brasil e a estruturação do Observatório Brasileiro de Governo Digital.
MOVIMENTO MATO GROSSO COMPETITIVO – Mato Grosso também conta com uma iniciativa semelhante voltada à competitividade. O Movimento Mato Grosso Competitivo (MMTC), associado ao MBC, reúne entidades dos setores produtivo, público e acadêmico com o objetivo de propor soluções para aumentar a eficiência econômica e melhorar o ambiente de negócios.
O QUE É O CUSTO BRASIL? – O Custo Brasil é o conjunto de entraves estruturais que encarecem a produção e a atividade econômica no país, como a elevada carga tributária e sua complexidade, a burocracia, a insegurança jurídica, a deficiência em infraestrutura logística e o alto custo do crédito. Esses fatores aumentam o custo de operação das empresas, reduzem a competitividade da indústria nacional e impactam diretamente os investimentos, a geração de empregos e o preço final dos produtos.
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