A candidata a vice-governadora na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), Gisela Simona (União), contestou as declarações do senador Jayme Campos (União), que acusou a atual gestão de abrigar uma “quadrilha”.
Em entrevista ontem (14), Gisela – que é do mesmo partido de Jayme – manifestou estranheza com o tom adotado pelo parlamentar, lembrando que ele integrava o arco governista até poucos dias atrás.
A reação da advogada ocorre um dia após Jayme formalizar sua dissidência interna no União Brasil ao subir no palanque do adversário Wellington Fagundes (PL) e se declarar um “soldado” da campanha liberal.
Jayme foi derrotado na convenção do União Brasil realizada em 30 de julho, quando defendia candidatura própria ao governo. A maioria dos convencionais decidiu apoiar a reeleição de Pivetta, deixando o senador fora da disputa pelo Palácio Paiaguás.
Diante da movimentação, a candidata defendeu que eventuais denúncias contra o governo sejam apresentadas formalmente e acompanhadas de provas, para que possam ser investigadas pelas instituições responsáveis.
“Quem tem algo contra o governo tem que fazer o procedimento correto, pra que nós tenhamos o devido respaldo legal. Se há acusações, que haja investigação e que se puna todos os culpados. Aqui, ninguém tá pra passar pano pra ninguém”, disse.
LIMITES SERÃO AVALIADOS A TODO TEMPO – Questionada sobre a possibilidade de Jayme ampliar as críticas durante o horário eleitoral da chapa de Wellington, Gisela afirmou que a equipe jurídica da campanha de Pivetta irá avaliar eventuais manifestações que ultrapassem os limites previstos pela legislação.
Segundo ela, Jayme conhece as regras eleitorais por sua longa trajetória política e sabe o que pode ou não ser feito durante a campanha.
“O senador Jayme Campos, na verdade, ele nos dá aula de política pelo tempo que ele tem dentro da política, e, de acordo com o próprio estatuto do partido e regras, ele sabe o que pode e o que não pode fazer”, declarou.



