Por meio de nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), informou na tarde de ontem (15), que entre os dias 1º e 12 de junho de 2026, foram disponibilizadas 3.133.524 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional. Desse volume, 100% correspondem à imunizantes importados.
A falta de doses no mercado nacional vem sendo reclamada desde abril. Na ocasião, os pecuaristas de Mato Grosso relatavam dificuldades para aquisição de vacinas contra clostridioses em estabelecimentos especializados e oficiais.
Conforme a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), apesar do foco na solução do problema – que vem sendo registrado– ainda há falta do imunizante para criadores que detém o maior rebanho bovino do Brasil, com mais de 31 milhões de cabeças.
“Acompanhamos ativamente todas as discussões junto ao Indea-MT, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Sindan, mas, manifestamos nossa indignação diante da gravidade da situação, uma vez que a ausência do imunógeno contra clostridioses, em um período que coincide com a desmama dos bezerros, início do primeiro giro do confinamento e a chegada da estiagem, agrava ainda mais os riscos e prejuízos aos pecuaristas”, pontua o presidente da Acrimat, Luís Fernando Conte.
Conta frisa que “é lamentável que o Brasil, maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, esteja exposto a uma situação como esta, que compromete a segurança sanitária do rebanho e gera insegurança ao setor. A entidade acompanha a situação de forma permanente com os órgãos competentes, com objetivo de minimizar os impactos, com o objetivo de minimizar os impactos e garantir a normalização do abastecimento das vacinas no menor prazo possível”.
As clostridioses configuram um dos principais desafios sanitários da pecuária bovina, sendo altamente letais e responsáveis por perdas significativas no rebanho. A vacinação preventiva é, reconhecidamente, a principal ferramenta de controle dessas enfermidades.
“A recorrente dificuldade na aquisição dessas vacinas, em várias regiões de Mato Grosso, compromete o calendário sanitário das propriedades e eleva o risco de ocorrência de surtos. A enfermidade é mais comum em animais jovens e o problema se torna exacerbado neste momento que coincide com a maioria das desmamas dos bezerros e final do período chuvoso. Considerando que Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do país, com a menor idade de abate e técnicas como confinamento, semiconfinamento, recria e engorda intensivas a pasto, a vacinação se faz indispensável, sob pena de propagar um surto”, afirmou a entidade.
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