As lavouras de algodão, em Mato Grosso, entraram na reta final de março com desenvolvimento de plantas dentro da normalidade. De acordo boletim da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), entre 15 a 20 de março, o clima com sol durante o dia e chuvas frequentes à noite permitiu que os produtores mantivessem as adubações e as aplicações de defensivos em dia. Também foi iniciada a manutenção preventiva de máquinas e das usinas de beneficiamento.
O foco central do manejo continua no monitoramento. O bicudo-do-algodoeiro exige atenção total em todas as regionais, com aplicações em bateria e a eliminação rigorosa de plantas voluntárias para evitar focos de reprodução. O levantamento técnico também identificou a presença de pulgões, lagartas, mosca-branca, tripes e ácaros, além de alertas para doenças como mancha-alvo e ramulária.
Mesmo com a pressão dessas pragas e a dificuldade no controle de plantas daninhas como o capim-pé-de-galinha e o caruru, as ocorrências estão sob controle na maior parte do estado. Não há registro de impacto relevante na produtividade até o momento, embora algumas regiões exijam cuidado redobrado para evitar que esses problemas avancem sobre a sanidade das áreas cultivadas.
Com o avanço das adubações de cobertura e o uso de reguladores de crescimento seguindo o cronograma, a expectativa para a colheita permanece alta em diversas áreas. A estratégia de unir tecnologia de aplicação com vigilância constante tem sido o diferencial para proteger o potencial das lavouras e garantir que a qualidade da fibra seja preservada até o fim do ciclo.
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