Mato Grosso registrou expansão nos indicadores de emprego no segundo trimestre de 2026. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE, revelam que a taxa de desocupação no estado despencou para apenas 2,2%. O resultado coloca o território mato-grossense na vice-liderança nacional de ocupação, atrás apenas de Santa Catarina (2,1%), e bem abaixo da média brasileira, que fechou o período em 5,4%.
O avanço na geração de postos de trabalho foi impulsionado pela redução de 27,2% no contingente de pessoas desocupadas em relação ao trimestre anterior. Ao todo, o estado contabiliza 2,07 milhões de cidadãos inseridos na força de trabalho. Além da queda no desemprego, os profissionais mato-grossenses viram o rendimento médio real habitual dar um salto expressivo, atingindo a marca de R$ 4.137 — um crescimento real de 10% na comparação com o mesmo período do ano passado.
SETORES EM DESTAQUE – A dinâmica de contratações foi fortemente puxada pelo grupamento de Administração Pública, Defesa, Educação e Saúde, que alcançou 354 mil pessoas ocupadas. O setor registrou uma alta expressiva de 13,4% frente ao trimestre anterior e de 12,7% na comparação anual. Outras cadeias produtivas tradicionais mantiveram suas estruturas consolidadas e estáveis, garantindo sustentação ao mercado doméstico:
- Comércio e Reparação de Veículos: 436 mil trabalhadores
- Agricultura e Pecuária: 268 mil trabalhadores
- Indústria Geral: 186 mil trabalhadores
- Construção Civil: 181 mil trabalhadores
- Transporte, Armazenagem e Correio: 124 mil trabalhadores
CARTEIRA ASSINADA E INFORMALIDADE – O mercado formal também deu mostras de robustez no trimestre. O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada expandiu 5,1% em relação aos três meses anteriores, somando 884 mil trabalhadores formais. Paralelamente, os profissionais contratados sem carteira no setor privado somaram 250 mil pessoas, indicando um incremento de 33 mil postos nesse regime específico.
A qualidade das vagas geradas reflete-se diretamente no controle do trabalho invisível. A taxa de informalidade em Mato Grosso foi estimada em 34,1%, o equivalente a 708 mil trabalhadores. Com este patamar, o estado consolida sua posição de vanguarda no cenário federal, posicionando-se na sétima colocação entre as menores taxas de informalidade do país e mantendo o terceiro melhor desempenho da região Centro-Oeste.
INDICADORES SOCIAIS – A PNAD Contínua também mapeou as franjas de vulnerabilidade do mercado local. A subocupação por insuficiência de horas trabalhadas permaneceu estabilizada em 41 mil pessoas. No segmento do trabalho doméstico, o estado registrou 113 mil ocupados, observando uma queda anual de 27,9% no grupo que atuava sem carteira assinada. O volume de desalentados — pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar vagas — ficou restrito a 14 mil indivíduos, evidenciando o alto índice de absorção da mão de obra pela economia estadual.


